Pular para o conteúdo

Carga elétrica do prédio para carregador de carro elétrico

Quem diz se o prédio aguenta os carregadores é o laudo de carga: um estudo de demanda, assinado por profissional habilitado com ART ou RRT, que mostra quanta potência sobra. Com a folga em mãos, a conta de quantos carregadores cabem é uma divisão.

  • Grátis, sem cadastro
  • Regras de 2026
  • Seus dados ficam no aparelho

Como o prédio descobre a carga disponível

Três etapas, antes de qualquer obra.

  1. Passo 1

    Levantar o que existe

    O profissional reúne o projeto elétrico, as contas de luz e mede o consumo real do prédio ao longo do dia.

  2. Passo 2

    Calcular a folga

    O estudo de demanda e a curva de carga mostram o pico de uso e quanto falta para o limite da entrada de energia, dos cabos e das proteções.

  3. Passo 3

    Registrar a responsabilidade

    O laudo sai com ART ou RRT e indica quantos pontos de recarga são viáveis, com que potência e com quais adequações.

Quantos carregadores cabem na folga

Peça esse número ao responsável técnico.

100%: todos juntos, sem gestão de carga.

Cabem, pela conta simples

5 carregadores

40 kW ÷ (7,4 kW × 100%), arredondando para baixo.

É uma simulação. É conta de ordem de grandeza: não considera fases, cabos, transformador nem proteções, e não substitui o estudo de demanda do responsável técnico. Nada do que você digita sai do seu aparelho.

O que é o laudo de carga elétrica e o que ele precisa trazer

É o documento técnico que compara a potência que o prédio usa com a que a instalação suporta. A norma dos bombeiros de São Paulo descreve o conteúdo: a responsabilidade técnica pela recarga compreende a elaboração de estudo de demanda e curva de carga, ratificando a viabilidade da infraestrutura, incluindo transformadores, condutores e proteções (item 5.9.4 da Instrução Técnica nº 41).

Na prática, peça que o laudo responda:

  • qual é a demanda máxima medida do prédio e em que horário ela acontece;
  • qual é o limite da entrada de energia, dos cabos principais e das proteções;
  • qual é a folga em kW e quantos pontos de recarga ela comporta, com e sem gestão de carga;
  • por onde os cabos podem passar até as vagas;
  • quais adequações são necessárias e se será preciso pedir aumento de carga à distribuidora.

Fonte: Portaria nº CCB-003/970/2026, de 17 de março de 2026, do Corpo de Bombeiros da PMESP (abre em outra aba). Em vigor desde 17/03/2026; conferido em 04/10/2026. não confirmado O texto integral foi lido em reprodução da edição de 17/03/2026 do Diário Oficial do Estado; o portal do Corpo de Bombeiros não abriu o arquivo da portaria na conferência. Confira o texto oficial antes de decidir.

Quem assina o laudo: ART ou RRT

Um profissional legalmente habilitado, que registra a responsabilidade técnica. A lei paulista exige instalação por profissional habilitado, com emissão de ART ou RRT. A norma dos bombeiros de São Paulo torna obrigatório o documento de responsabilidade técnica do profissional responsável pela instalação ou manutenção do sistema de recarga, com a conformidade do sistema registrada no campo de observações.

Fonte: Lei nº 18.403, de 18 de fevereiro de 2026, do Estado de São Paulo (abre em outra aba). Em vigor desde 18/02/2026; conferido em 04/10/2026.

Na prática, esse trabalho é feito por engenheiro eletricista, que emite a ART no Crea. não confirmado Não conferimos em norma do Confea quais profissionais têm atribuição para cada parte do serviço: confirme no conselho do seu estado.

Exemplo: folga de 40 kW e carregadores de 7,4 kW

Com todos ligados ao mesmo tempo, cabem 5 carregadores. A conta é 40 kW ÷ 7,4 kW = 5,4, arredondando para baixo. Se um sistema de gestão garantir que só metade carrega ao mesmo tempo, a conta passa a ser 40 ÷ 3,7 = 10,8: cabem 10.

Quantos carregadores cabem em uma folga de 40 kW, por potência e simultaneidade
CarregadorTodos juntosMetade ao mesmo tempo
7,4 kW510
11 kW37
22 kW13

É por isso que a potência menor costuma ser a escolha do condomínio: atende mais vagas com a mesma folga. Compare os tipos de carregador e o tempo de recarga.

E se a carga do prédio não for suficiente?

Há três caminhos, do mais barato ao mais caro.

  • Gestão de carga: um sistema reparte a potência disponível entre os carregadores ligados, reduzindo a de cada um quando o prédio está no pico.
  • Recarga fora do pico: programar as recargas para a madrugada, quando o consumo do prédio é menor.
  • Aumento de carga: pedir mais potência à distribuidora, que precisa ser comunicada antes (art. 550 da Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021). Pode exigir obra na entrada de energia.

Fonte: Resolução Normativa ANEEL nº 1.000, de 7 de dezembro de 2021 (abre em outra aba). Em vigor desde 03/01/2022; conferido em 04/10/2026.

Com o laudo pronto, o síndico tem o que precisa para montar a pauta da assembleia e responder às perguntas dos moradores.

Perguntas frequentes

O que é o laudo de carga elétrica do prédio?

É o estudo que mostra quanta potência o prédio já usa e quanta sobra para os carregadores. A norma dos bombeiros de São Paulo chama de estudo de demanda e curva de carga, que deve confirmar a viabilidade da infraestrutura, incluindo transformadores, condutores e proteções.

Quem pode assinar o laudo?

Profissional legalmente habilitado, que emite o documento de responsabilidade técnica: a ART, no sistema Confea/Crea, ou o RRT. Na prática, é trabalho de engenheiro eletricista.

Quem paga o laudo: o morador ou o condomínio?

A lei não define. Quando o estudo é do prédio inteiro, o usual é o condomínio contratar, porque ele serve a todos os pedidos futuros. Quando é só para uma vaga, o morador interessado costuma pagar. A assembleia decide.

E se o prédio não tiver carga sobrando?

Há três saídas: sistema de gestão de carga, que divide a potência disponível entre os carregadores; recarga fora do horário de pico do prédio; ou pedido de aumento de carga à distribuidora, que precisa ser comunicada antes (art. 550 da Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021).